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Uma das mais antigas feiras equestres de Portugal acontece em Golegã, de 4 a 13/11.


A Feira de Golegã, um dos mais antigos eventos equestres de Portugal, começa nesta semana - de 4 a 13/11 - com muitas atrações: desde concursos de Adestramento, Salto, Enduro, Atrelagem, Equitação de Trabalho, Horseball, exposições de fotografia e pintura, shows equestres, até um tradicional torneio de Tênis - XIX Open Golegã FNC, entre outras.

Ela faz parte da cultura nacional portuguesa por ser uma das mais antigas e perenes manifestações da identidade ribatejana. Suas origens remontam ao século XVI, estando intimamente ligadas à criação de cavalos na região, quando a antiga estrada real - que ligava Lisboa e o Porto - passava por Golegã. Reforçada pelas necessidades do exército, foi natural o sucessivo incremento às atividades de coudelaria (criação, seleção e aperfeiçoamento de raças de cavalo).

Mais de 500 anos de tradição

Segundo registros históricos, em 1541, D. João III mandou que se contassem os cavalos e éguas da região, ordenando segredo por se tratar de uma questão estratégica para a defesa nacional.

Na mesma época, os criadores de gado socorriam-se de um convento franciscano, situado nos arredores de Golegã, para pedir auxílio divino que os ajudasse na sua atividade.

Possivelmente relacionado com esse fato, em pouco tempo surgiria - na Vila - a Feira de São Francisco, santo famoso por sua pregação de que os animais também são criaturas de Deus.

Realizada a 4 de Outubro, e demonstrando-se muito popular, aquela Feira começou a prejudicar o evento mais antigo da vila de Penela, efetuado em data próxima. Assim, em virtude das sucessivas queixas dos moradores da vila, o rei D. Sebastião (em julho de 1571) decidiu que Golegã celebraria a sua Feira no Dia de São Martinho (11 de Novembro), santo cuja imagem se destaca pela espada que carrega, por seu manto e seu cavalo.

Dificuldades e recuperação

Várias notícias, ainda em finais do século XVI e durante todo o século XVII, confirmam a grande popularidade do evento goleganense. Já no século seguinte, o evento era apresentado como uma das três maiores feiras do País. Sua vitalidade seria apenas afetada em 1810, devido à terceira invasão francesa, quando a vila ficou inteiramente destruída. A Feira de São Martinho recuperou-se muito lentamente, mas somente em 1865 constataram resultados palpáveis, a partir da introdução de concursos de maior competitividade entre os criadores. Assim, a Feira voltou a readquirir seu brilho.

Durante o século XX, a Feira conseguiu manter-se extremamente popular, apesar do automóvel ter reduzido a procura por equinos como meio de transporte. Mesmo assim, entre 1939 e 1945, em virtude dos racionamentos impostos pela II Guerra Mundial, a Feira da Golegã foi ainda muito procurada para a compra de animais com aquele fim. Desde o pós-guerra até à atualidade, os cavalos mantiveram e até reforçaram a sua importância em diversos domínios, da segurança ao desporto, da reabilitação física e psicológica ao turismo, entre muitas áreas. Por isso, não há como negar que o seu porte elegante e altivo continue a atrair milhões de visitantes a Golegã.

Em 1972, o Cavalo foi assumido oficialmente como símbolo da secular Feira de São Martinho, instituindo-se então a Feira Nacional do Cavalo (FNC). Impondo-se a várias contingências, a FNC enraizou a sua identidade e - nestes últimos anos - diversificou-se. Também, desde 1999, tornou-se a Feira Internacional do Cavalo Lusitano, dando especial atenção ao Puro Sangue, uma das mais nobres raças de cavalos em nível mundial. Ao mesmo tempo em que o evento é historicamente indissociável da vila goleganense e de seus coudeleiros, neste século XXI, a Feira da Golegã é feita de modernidade, mas também de muita tradição.

Programa

fonte: FNC - Feira Nacional do Cavalo

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