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Time Brasil de CCE - Concurso Completo de Equitação é prata e carimba passaporte para Tóquio 2020


Além da prata por equipes que rendeu a qualificação do país para Tóquio 2020, Carlos Parro foi bronze individual. Rafael Losano e Marcelo Tosi chegaram entre os Top 10 na 6ª e 7ª colocação. Agora o país computa 10 medalhas em Pan-americanos.

O domingo (4/8) foi perfeito para o Time Brasil de Concurso Completo - considerado triatlo equestre com adestramento, cross country e salto - nos Jogos Pan-americanos Lima 2018. Com a conquista da medalha de prata por equipes, o Brasil carimbou o passaporte para as Olimpíadas Tóquio 2020 e também teve bronze individual de Carlos Parro montando Quaikin Quious.

A equipe formada por Rafael Mamprin Losano / Fuiloda G, Marcelo Tosi / Starbucks e Carlos Parro / Quaikin Quious conquistou prata com apenas 122,1 pontos perdidos (pp), os EUA foram ouro, 91,2 pp, e o Canadá, bronze, totalizando 183, 7 pp. Apenas as equipes medalha de ouro e prata garantiram vaga de seus países em Tóquio. Dos 42 conjuntos, somente 22 disputaram a final do salto, com percurso idealizado pelo brasileiro Guilherme Jorge.

Primeiro a largar no salto, o caçula da equipe - Rafael, 21, com Fuiloda G - fechou com apenas 0.4 pp por ultrapassar o tempo concedido no percurso. Marcelo Tosi com Starbucks cometeu somente um derrube e o último em pista foi Carlos, com Quaikin Quious, que zerou o percurso e manteve os mesmos 34,9 pp após o adestramento e salto, conquistando assim a medalha de bronze. Rafael fechou com 37,8 pp, em 6º, Marcelo foi 7º, 48,4 pp.

"Viemos aqui, primeiramente, para garantir a nossa qualificação para Tóquio e atingimos nosso objetivo. Só tenho a agradecer o esforço individual de cada um dos integrantes da nossa equipe, técnico e chefe de equipe", destacou Carlos, que esteve quatro em Jogos Olímpicos e em Pans integrou as equipes medalha de bronze em 2007 e prata em 2015, e monta Quaiking Qurious há somente três meses "Estou muito feliz, atingimos nosso objetivo, estamos em Tóquio. O bronze foi uma consequência do nosso trabalho."

A exemplo de Carlos e Marcelo, Rafael - que está em 1º Pan - também treina na Inglaterra. "Já estou há cinco anos morando fora e tenho o privilégio de treinar com Mark Todd (multicampeão neozelandês, ícone máximo da modalidade). Mas, nem em meus melhores sonho, eu esperava chegar até aqui. Só tenho a agradecer à minha família e equipe, nosso treinador aqui no Pan Ademir Oliveira que me acompanha desde criança e a chefe de equipe Julie Purgly."

Para Marcelo,é claro, a missão também fui cumprida. "No cross, acabei perdendo 15 preciosos pontos ao encostar em uma bandeirola. Mas meu cavalo, que assim como as montarias dos outros integrantes da equipe, é muito novo e se portou muito bem. Agora nosso foco é Tóquio." O técnico Ademir Oliveira, pioneiro da modalidade no país, estava só emoção. "Esse resultado é fruto do trabalho desses meninos, que não mediram esforços para estar aqui e fizeram por merecer. Também preciso agradecer ao nosso cavaleiro Ruy, que infelizmente sofreu um acidente ontem, mas passa bem, ao reserva Marcio Appel e a todos que fizeram parte do processo seletivo. Estou muito orgulhoso", disse Oliveira. Julie Purgly, chefe de equipe, também enalteceu o trabalho do grupo, familiares, tratador e lembrou bem: "agradeço muito aos nossos maravilhosos cavalos."

Medalhas do CCE brasileiro em Jogos Pan-americanos

Com as duas medalhas em Lima 2019, prata por equipes e bronze individual, o Concurso Completo de Equitação (CCE) agora computa 10 medalhas em Pan-americanos: uma de ouro por equipe, quatro de prata (três por equipe) e cinco de bronze (3 por equipe e duas individuais). A primeira medalha foi o memorável ouro por equipe em 1995, em Mar Del Plata, Argentina, quando André Giovanini montando Al do Beto foi bronze. As duas pratas por equipe foram conquistadas em 1999 em Winnipeg, e em 2015 em Toronto, também no Canadá, quando Ruy Fonseca - montando Tom Bombadill Too - foi prata individual. Os três bronzes por equipe do CCE foram conquistados em 2003, em Fair Hill, EUA (o Pan foi em Santo Domingo, na República Dominicana, mas as provas de CCE transferidas para os Estados Unidos), em 2007 nos Jogos do Rio de Janeiro e, em 2011, em Guadalajara, México.

Missão cumprida para o Time Brasil de CCE: prata e vaga olímpica (CBH Luis Ruas)

Final por equipes

Prata Brasil - 122,1 pontos perdidos Rafael Mamprin Losano / Fuiloda G Marcelo Tosi / Starbucks Carlos Parro / Quaikin Quious Ruy Fonseca / Ballypatrick SrS

Ouro EUA - 91,2 pp Lynn Symansky / RF Cool Play Tamra Smith / Mai Baum Doug Payne / Star Witness Boyd Martin / Tsetserleg

Bronze Canadá - 183,7 pontos Karl Slezak / Fernhill Wishes Dana Cooke / Mississippi Collen Loach / Fe Golden Eye Jessica Phoenix / Pavarotti

Festa no pódio do Pan: EUA, ouro, Brasil, prata e Canadá, bronze (CBH Luis Ruas)

Individual Ouro Boyd Martin / Tsetesleg - EUA - 25,6 pp Prata Boyd Martin / Tsetserleg - EUA - 29,2 pp Bronze Carlos Parro / Quaikin Qurious - BRA - 34,9 pp 6º Rafael Mamprin Losano / Fuiloda G - BRA - 37,8 pp 7º Marcelo Tosi / Starbucks - BRA - 48,4 pp

fonte: Imprensa CBH (Carola May / Rute Araújo)

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