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Nilson Moreira garante novo índice em sua busca de vaga no Time Brasil de Concurso Completo

Até o momento, Nilson Moreira Leite, radicado nos EUA; Rafael Losano, em atividade na Inglaterra; Marcio Appel, que se divide entre o Brasil e Europa, estão tecnicamente qualificados para os Jogos Olímpicos de Tóquio.


Nilson Moreira com Rock Phantom em ação no cross country (Divulgação)

O cavaleiro brasileiro, Nilson Moreira da Silva, garantiu mais um importante resultado em busca de uma vaga no Time Brasil no Concurso Completo de Equitação - também considerado um triatlo equestre por reunir as modalidades adestramento, cross-country e salto - nos Jogos Olímpicos de Tóquio. No último final de semana, entre 11 e 14/3, Nilson - que integrou o Time Brasil no Mundial 2018 e foi reserva na Rio 2016 - voltou a garantir índice técnico para os Jogos com Rock Phantom no Red Hills International na Flórida (EUA).


Candidatos a uma vaga no Time Brasil de Concurso Completo, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, podem registrar índices técnicos entre 1 de janeiro de 2019 e 21 junho de 2021: em um CCI 5*-Longo ou um índice técnico em CCI 4*-Longo e um em CCI4* Curto. Para obter índice técnico é preciso registrar o mínimo de 55% no adestramento, zerar ou 11 pontos nos obstáculos, não mais que 75 segundos de excesso tempo (100 segundos em CCI5*L) e no salto não mais que 16 pontos perdidos.


Nilson já havia garantido sua qualificação técnica com Rock Phantom, em 15/11/2020, no Concurso Completo Internacional CCI4* Longo, em Tryon, na Carolina do Norte (EUA). Dessa vez, no CCI4* Curto em Red Hills, Nilson e Rock Phantom, um irlandês de 10 anos, registraram apenas 31,3 pontos perdidos (pp) no adestramento, 12 pp no salto e zero pontos no cross country fechando em 13º lugar. Montando o experiente Magnum´s Martini, 16 anos, Nilson também voltou a registrar um índice técnico CCI4* Curto em Red Hills com 41,4 pp no adestramento, zero pp no salto e novamente zero no cross country, garantindo a 11ª colocação.


Mas, com Magnum´s Martini, Nilson ainda precisa confirmar o índice em um Internacional 4* ou 5* longo, mesma condição de sua montaria Cash, de 13 anos.

"Rock Phantom é um cavalo relativamente novo para o Concurso Completo, tem muita qualidade e temos tido excelentes resultados. Ele é o cavalo que pretendo levar às Olimpíadas, se tudo der certo e eu for convocado. Em Red Hills, fomos super bem e estou bem feliz com o resultado dele. Devo fazer mais dois Internacionais 4* curtos até a terceira semana de abril e, aí, esperar um pouco para ver qual será a definição. É um cavalo super saudável e realmente eu gostaria de levá-lo para as Olimpíadas, pelo fato dele fazer adestramento super bem, o que é muito importante nos Jogos, além de ser muito bom no salto e cross. Estamos evoluindo, trabalhando muito duro e os resultados estão aparecendo", contou Nilson, que também comentou suas expectativas e planejamento com seus outros dois principais cavalos.


"Meu segundo cavalo é o Magnum´s Martini, com o qual fiz o Mundial 2018. Ele é um pouco difícil no adestramento, mas também tem evoluído bastante. Minha intenção com ele agora, na primavera aqui nos EUA, é levá-lo ao concurso de Kentucky, entre 22 e 25/4, que é uma prova 5*. A razão pela qual quero qualificá-lo no 5* estrelas é por ele ser especial para essas provas, realmente muito bom de cross e rápido, além de ter uma saúde tremenda. Ele ainda vai fazer um curto antes de Kentucky. Espero que tudo dê certo, senão acontecer o resultado lá devido a algum problema, ainda teremos chance em uma competição no estado de Nova Jersey, na segunda semana de maio", explica o cavaleiro.


"Meu terceiro cavalo é o Cash, que já tem índice e é um cavalo muito bom que tenho usado bastante para me ajudar. Como ele faz esse nível, vou tentar qualificá-lo, uma vez que sempre pode acontecer um problema com um cavalo ou outro. Gostaria muito de qualificá-lo também na segunda semana de maio. Estou fazendo as provas mais baixas com ele até para não forçá-lo muito. Então, são três animais, cada um com suas qualidades e habilidades e estou trabalhando duro. Estou procurando evoluir para representar bem o Brasil, caso eu seja convocado", finalizou.


Brasileiros qualificados com índice

Até o momento, Rafael Losano, em atividade na Inglaterra; Nilson Moreira Leite, radicado nos EUA; Marcio Appel estão tecnicamente qualificados para os Jogos. Marcelo Tosi, atualmente morando no Brasil, com Genfly, Carlos Parro com Goliath e Ruy Fonseca Filho com Ballypatrick SRS tem um índice.


fonte: Informações à Imprensa (Carola May / Isabella Campedelli)

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