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Jockey Club de SP quer retomar papel de marco institucional da cidade


Treinadores e proprietários estão otimistas. A diretoria do Jockey Club paulistano publicou hoje o seu balanço patrimonial e uma série de ações que - se concretizadas - serão responsáveis pela superação dos principais problemas que a administração enfrenta. Seu otimismo fica claro na finalização do texto, quando reafirma: "contando pela primeira vez em décadas com recursos suficientes para garantir a sua revitalização, o Jockey Club de São Paulo será novamente fortalecido e estará pronto para assumir o seu papel de inegável marco institucional da cidade de São Paulo". Mas a diretoria, frente às dificuldades, pede a união de todos os envolvidos na grande cadeia turfística. "Nunca foi tão importante somar esforços para garantir a retomada e a preservação do nosso Clube", finaliza.

Trote & Galope conversou com o treinador Carlos Garcia, do Centro de Treinamento Campinas do Jockey Club SP, para saber se o seu retorno aos leilões virtuais e presenciais tem relação com as expectativas de melhoria do turfe. A resposta é sim.

Garcia e LE ROI, no CT Campinas.

O treinador Garcia explica que, quando a diretoria do Jockey alterou os prazos de pagamento dos prêmios de corridas, alguns de "seus proprietários" reduziram o número de cavalos em treinamento. Animais foram vendidos e outros retornaram aos haras. A situação tornou-se difícil para todos e os treinadores sentiram a crise chegar às suas cocheiras. Felizmente, a situação está mudando.

Garcia nunca perdeu sua esperança, afinal tornou-se profissional para viver do treinamento de cavalos, oferecendo bons serviços e formando campeões nas pistas. Recentemente foi surpreendido pelos "proprietários" que se mostram animados com as decisões da diretoria do Jockey Club. Recebeu a missão de buscar novos talentos nos leilões e renovar a tropa.

"Esta esperança no retorno dos bons ventos ao mundo do turfe está crescendo entre os treinadores e os proprietários de cavalos. De minha parte, estou trabalhando com esse objetivo, pois minha vida é treinar cavalos. Tenho certeza que a cocheira 8 logo estará ainda mais ativa que antes", reafirma Garcia.

Logicamente, Garcia marca presença na maioria dos leilões de SP e RJ tendo a cautela como conselheira. Nessa missão, a experiência conta muito, mas cada compra depende sempre da verba disponibilizada pelo patrão. "Já comprei quatro animais e sigo observando para conseguir aquilo para o qual fui autorizado. Mas já é um bom sinal de novos tempos. Agora é trabalhar duro e ganhar corridas", completa o treinador.

Carlos Garcia começou como jóquei no Hipódromo de Brasília. Descobriu o "caminho das cocheiras" aos 14 anos e nunca mais abandonou as pistas; tornou-se treinador a partir do ano 2000. Passou 7 anos na Irlanda, galopando e também na função de 2º gerente, com responsabilidades de treinamento e presença nas corridas. Isso lhe deu ainda mais bagagem para tornar-se o treinador que monta os seus próprios cavalos, conhecendo as peculiaridades de cada um. "Isso é muito importante, pois quando entrego o cavalo ao jóquei, posso fazê-lo com segurança e transmitir-lhe informações específicas daquele animal", ensina Garcia.

Que os bons ventos voltem a soprar em cada cachoeira!

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